Quando fordes visitar os patrícios de Portugal, essa esfinge de cara pro oceano sem fim, terra de Salazar e Fernando Pessoa, mas tambem de Mata Ratos, Albert Fish, e fanzines incriveis como o GAMBUZINE da Teresa Pestana, nao esqueças de passar na DAMA AFLITA galeria de arte, incluindo os fanzines e livros de quadrinhos autorais independentes.
A Dama Aflita é uma galeria dedicada à Ilustração e ao Desenho, situada na rua da Picaria, nº84, Porto e promovida pela associação cultural homónima.
Tem como principal objectivo promover o desenvolvimento da Ilustração, do Desenho e dos seus autores.
Procura ligações entre actividades multidisciplinares onde a Ilustração e o Desenho são o principal motor, através de mostras e exposições regulares, assim como a criação de eventos satélite, tais como workshops, publicações, intervenções urbanas, entre outros.
A galeria da associação Dama Aflita privilegia a troca de experiências entre os diversos territórios de actuação da Ilustração, construída a partir de identidades locais e por fenómenos globais contemporâneos.
Quando você começou a se interessar por quadrinhos undergrounds?
Olha, não sei ao certo, mas provavelmente foi quando vi alguma coisa do Robert Crumb e pirei.
Você ia para show de rock na sua cidade?
Ainda vou, só que bem menos.
Porque o nome da sua banda se chama "Morto Pela Escola"?
É a sensação de chegar no terceiro ano e querer parar de estudar ao invés de prestar vestibular, ou a sensação de dar aula para um bando de adolescentes que não quer saber de bosta nenhuma.
Como começou a historia da revista Prego?
Depois que vi minha produção ganhando volume, senti a necessidade de começar a publicá-la. Eu já sabia que no meio punk, no qual eu já estou envolvido há pelo menos 10 anos, tinha muita gente talentosa, mas que pouco publicava, então resolvi convidar alguns deles para esta empreitada. Me sentia meio frustrado por saber que a música punk alcançava sempre as mesmas pessoas, já os quadrinhos e artes plásticas podem ser experimentadas por uma gama maior de pessoas e é exatamente isso que acho legal.A Prego tem a linguagem punk mais agrega todo tipo de pessoa.
A Prego é também editora?
Ainda não dá para dizer isso, mas pretendemos, além da revista Prego, continuar investindo em lançamentos individuais como é o caso do Gente Feia na TV, Ataque Fotocópia... Acho que estamos caminhando para isso.
Dead Vish ou Mugega di Rato?
O Mukeka di Rato é uma banda que me influênciou bastante, principalmente pelos dois primeiros discos, que pra mim foram algumas das melhores coisas produzidas em Vila Velha.
Você é amigo do Villa Verde? Por que?
Claro. E quem não é?
Você entrvistou um mendingo famoso o Jaca e um cartunista desconhecidfo, o Cabral. Para você a arte interferi no viver?
Claro, mas acredito mais no inverso, digo, da vida influenciar a arte.
Ta tudo uma beleza ou existe algo que vocêr queira criticar?
Diliça!
Qeum pode partiocipar da Prego?
Qualquer pessoa que enviar material pode participar, mas é claro que nem tudo vai ser publicado.
Você quer ser conhecido como artista platisco ou quadrinhista?
Quero poder trabalhar com os dois, talvez nesta lacuna que existe entre as duas coisas.A única certeza que tenho é que quero continuar na área das artes.
Como rolou de você da nova geração ressucitar artitas como Julio Tigre?
Não ressucitamos o cara. Ele está em atividade contínua, só o agregamos como um colaborador, que por sinal tem muito a acrescentar com sua experiência.
Ja teve relações com editores de quadrinhos de humor Capixaba, como Wener marq da besta ou o Keka da qUASE?
Não, eles são casados, minhas relações são apenas fraternais e comerciais.
Quais seus projetos atuais e futuros?
Além da revista Prego, estou envolvido com o Coletivo Embira, que é um grupo de pesquisas em pintura que ocupa um ateliê na Galeria Homero Massena. Também estou trabalhando nos cenários da animação Irmão de Jorel do Juliano Enrico, que no ano passado teve o projeto aprovado no Cartoon Network.Tenho vontade de lançar um livro, mas acho que tá muito cedo ainda.
Um muito obrigado: Raoni e Patifaria Produções, Favo de Fel comics, Kovok Krew, Pedro Punke Na Hora Prod., Julito Records (JC Anjos), Arroto, Los Cabrones Sarnentos, Damn Laser Vampires, Pavuna Kids, Auto Bamba recs e todos que compareceram neste evento!! Obrigado!!!
Rio de janeiro, o túmulo do Rock. O lugar onde a frase "O rock Brasileiro é uma farsa comercial" (Ratos de Porão) tem muito mais sentido. Porém um dia um jovem bate com a cabeça no banheiro e decide organizar shows nessa cidade maravilhosa e cruel. Conheça um pouco da hisória de Raoni e a Patifaria Produções, que em pouco tempo vem tornando nossas quentes noites, menos mediocres, tudo isso regado a sangue suor e cerveja!
1)Como começou a gostar de rock n roll, numa cidade como o Rio de Janeiro?
Comecei em São Paulo na real, morei lá 1 ano e descobri Iggy Pop, The Cramps e Blues.
Aí resolvi aprender gaita e violão, quando vim pro RJ conheci o Beco da Bohemia através de um amigo que também tocava gaita. Ele se apresentava numas festas de MPB lá e acabei descobrindo que lá rolavam aqueles shows de rock à tarde e fui ver como era. Depois comecei a produzir matinês de rock com as pessoas que conheci lá, com uns 14 anos e a freqüentar o Casarão Amarelo, Garage e Kachanga.
2)Qual foi o primeiro albúm que você comprou?
Acho que foi um dos mais antigos do Aerosmith, já a primeira banda que curti foi The Cramps, mas deles só fui conseguir CD original ano passado.
3) E qual o disco que mudou sua vida?
The Stooges – Funhouse
4) Qual o primeiro show de rock que você foi?
Metallica e Sepultura, acho que em 98 ou 99.
Vendi minhas camisetas de banda, comprei o ingresso na porta e fui sozinho, me estourei todo lá.
Nem sabia como voltar pra casa depois, curti bastante esse dia, era muito fã das duas bandas.
Nessa época também fui a muitos shows do Raimundos e Nação Zumbi.
5) Underground e Mainstream. Tem diferença?
Um não existiria sem o outro, é só o que posso dizer.
6) Além de música, existe alguma outra linguagem artística que você se indentifique?
Sim, inclusive na Shout, meu principal evento, nós procuramos focar em artes visuais.
Neste ano ocupamos uma fábrica antiga no Centro e fizemos uma ocupação com cerca de 40 artistas convidados (assita o video) Na verdade a maioria das pessoas não conhece todo o meu trabalho. De Novembro do ano passado à Fevereiro desse ano, fiz 12 eventos diferentes. Tento conectar uma grande variedade de artistas e formas de arte.
7) Você já teve contato com o movimento dos fanzines?
Quando era mais novo cheguei a conhecer alguns e até acompanhar, como o Tarja Preta e fanzines punks.
Mas a minha primeira participação nesse movimento foi com vocês, no lançamento da coletânea Favo de Fel, ano passado.
8) Na sua opinião, o público carioca gosta de: ROCK, POP OU ROUPA?
O Rio é um lugar complicado pra cena rock, sempre foi.
Mas isso não significa que sempre vai ser, acredito que tenhamos bastante público e artistas, porém pouco espaço.
No entanto se você parar pra pensar vai ver que locais que são referência hoje, já tiveram pouco espaço pro rock também.
O Brasil ainda tem pouco tempo de história, acredito que o underground vá fazer parte da nossa cultura de forma mais direta daqui a algum tempo.
9) Como teve a idéia de idealizar o evento 'A GRANDE ROUBADA"?
A idéia era trazer bandas importantes da cena rock que não voltavam ao RJ há anos.
Ao lado dessas bandas, colocaríamos bandas novas que tivessem sido influenciadas por essas bandas antigas.
Além disso, queríamos fazer dessa festa um “mini-festival”, abordando cinema, quadrinhos, performances e participações especiais.
10) Comente como foram as edições?
Seguimos o formato inicial citado acima e acrescentamos mais algumas coisas.
Conseguimos trazer Velhas Virgens, Ratos de Porão, Zumbis do Espaço, Rock Rocket, entre outros.
Ano passado produzimos uma exposição de fotografia e Tattoo patrocinada pelo Art Factory Studio.
Exibimos o documentário do Ratos de Porão, Velhas Virgens e um filme do Zé do Caixão.
Tivemos também participações de Eugene Hütz, do Gogol Bordello, Jimmy do Matanza e performances de Pin-Ups e do Mágico Janjão.
11) Você colocou uma performance burlesca nas edições. Você é algum tarado-pimp?
A cena burlesca ganhou força em São Paulo e aqui no RJ não vingou.
Acho muito importante essa junção entre teatro e festas, teatro também faz parte do meio alternativo.
Conheci o trabalho da Sweetie Bird numa matéria e corri atrás do contato dela, pra trazer ela sempre.
Ela produz as próprias roupas, maquiagem, mixa as músicas da apresentação dela e tem um blog sobre cultura vintage.
As outras performers não possuem um trabalho tão completo e flexível como o dela, então minha intenção é chamá-la sempre.
Mas com certeza isso me deu fama de tarado.
11) Você estabelece parcerias no evento. Você acha importante essa troca?
É muito importante, um evento não serve só pra agregar público, mas também as pessoas que trabalham nele.
Aqui no RJ não se faz absolutamente nada se você não conseguir agregar as pessoas corretamente.
12) Como você escolheu o cast das bandas que você escolheu?
O Vinícius que começou e produz a festa comigo, é quem tem as melhores sacadas.
O nosso critério é interligar os shows, de forma que o público de uma banda acabe se tornando público da outra depois do evento.
13) Você tem gravado os shows com um equipamento super profissional. Alguma chance de vermos esse material na pista?
Sim queremos fazer um canal virtual da Grande Roubada e já colocamos alguns vídeos na internet.
A equipe é coordenada pelo Pedro Punk, se chama "NaHora Produções", pois eles gravam e editam ao vivo, quando acaba o show o material está pronto.
Aqui vão alguns dos vídeos que fizemos: Ratos de Porão ao vivo na Roubada
Eugene Hütz (Gogol Bordello) & De'La Roque - I Wanna Be Your Dog
13) Diga como, onde e porque será o próximo evento?
Estamos preparando a Ressaca do Rock, que acontecerá aos domingos, ou nos feriados, cotando apenas com bandas que ainda estão surgindo na cena.
A 1ª edição vai rolar dia 02 de Abril, no Cine Lapa e conta com 5 shows, Damn Laser Vampires será a atração principal.
Além disso, teremos sempre uma festa convidada para discotecar e nessa edição será a Fiend Club.
A Ressaca é uma festa pequena, uma forma de manter a nossa atividade constante, já que a Roubada é complicada de organizar.
14) O famoso espaço para considerações finais.
Hoje em dia o meio alternativo tem uma importância incomparável com o que tinha há poucos anos atrás.
O que ainda impede o cenário de crescer de uma vez, é a constante segregação entre as próprias pessoas que fazem parte da cena.
Acredito que essa nova geração se comunica e interage de forma mais livre e é importante apoiar o crescimento dessa galera.
A cultura de criar panelinhas e grupos fechados só fez mal à cena até hoje, o importante é agregar pessoas novas e competentes sempre que possível para que novas idéias possam surgir. E sempre vai ter alguém pra acrescentar em alguma coisa.
Veja o que já rolou na Roubada
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Shows:
Ratos de Porão Velhas Virgens Zumbis do Espaço Rock Rocket Autoramas Black Drawing Chalks Zander Damn Laser Vampires De'La Roque Glass and Glue Big Trep Cabrones Sarnentos Crazy Tony Trio
"A festa promovida pela Patifaria Produções vem cumprindo o que seria o papel de produtores de shows ao trazer de volta ao RJ nomes importantes do cenário independente."
-Feira Moderna Zine-
. "Dessa forma a produção da Grande Roubada está roubando a cena alternativa do Rio de Janeiro."
- Rio Underground- --------------------------
Resenhas sobre a GR - 10/06: "4 shows e casa completamente abarrotada, com gente saindo pelo ladrão"
-IndiePunkPop- .
"Organização nota 10, a grande roubada se tornou um grande achado. "